Quarta-feira, 18 de outubro de 2017
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O IEGM avalia sete indicadores: educação, saúde, planejamento, gestão fiscal, meio ambiente, tecnologia da informação e planejamento contra desastres naturais.
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A partir deste ano, o Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) passa a utilizar um novo instrumento para medir a qualidade dos gastos dos municípios paranaenses, avaliando as políticas e ações públicas dos prefeitos. Trata-se do Índice de Efetividade de Gestão Municipal (IEGM), que avalia sete indicadores: educação, saúde, planejamento, gestão fiscal, meio ambiente, tecnologia da informação e planejamento contra desastres naturais.
O primeiro IEGM foi apresentado, nesta quarta-feira, dia 18 de outubro, pelo presidente, conselheiro Durval Amaral, durante painel do 3º Congresso Internacional de Controle e Políticas Públicas, realizado em Curitiba pelo Instituto Rui Barbosa (IRB), com apoio do TCE-PR. Participaram do painel os conselheiros Sebastião Helvecio Ramos de Castro (TCE-MG), que é presidente do IRB; e Sidney Estanislau Beraldo, presidente do TCE-SP.
O grupo de estudos para a implantação da metodologia do novo indicador foi coordenado pelo conselheiro Ivens Linhares, que apresentou no evento um resumo de como foi desenvolvido o trabalho técnico, inclusive o processo de validação dos dados.
Média
"Embora seja o primeiro ano de aplicação no Estado, executado em prazo exíguo e, em função disso, de caráter facultativo, mais de 70% dos municípios paranaenses responderam aos questionários e nos trouxeram uma boa surpresa: a nota média geral dos gestores foi maior do que a média brasileira", destacou Durval. O presidente lembrou que, em comparação com as outras unidades da federação, o Paraná ficou atrás apenas, por décimos, do Distrito Federal e de São Paulo.
"Isso demonstra que a maioria dos municípios paranaenses vem apresentando boas gestões", acrescentou Durval Amaral. "Essa situação também não deixa de ser um reflexo da intensificação do trabalho de orientação e fiscalização do Tribunal de Contas, por meio das inspeções, auditorias e capacitações realizadas pela nossa Escola de Gestão Pública", afirmou o presidente.
O índice foi apurado a partir de questionários elaborados pelo TCE-PR e enviados aos municípios. As informações prestadas pelas administrações foram avaliadas, por amostragem, por equipe técnica do TCE-PR. Os dados validados são consolidados e enviados ao IRB, que é o órgão de estudos dos Tribunais de Contas brasileiros, a quem cabe calcular o índice de cada uma das sete dimensões e definir o resultado final. O painel nacional do IEGM é atualizado anualmente e publicado no site do IRB.
São avaliados de forma mais detalhada a atenção básica à saúde, a infraestrutura escolar (creche, pré-escola e ensino fundamental), o planejamento municipal (consistência entre o planejado e o efetivamente executado), a questão fiscal (execução financeira e orçamentária e manutenção dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, a questão ambiental (ações que impactam a qualidade dos serviços e a vida da população), a tecnologia de informação (uso dos recursos em favor da sociedade) e o planejamento do município em função de possíveis acidentes e desastres naturais.
O IEGM foi desenvolvido pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo e tem como base a Rede Nacional de Indicadores Públicos, ao qual o TCE-PR aderiu em abril deste ano.
Ranking
Dos 399 municípios paranaenses, 282 tiveram o índice calculado e fazem parte do primeiro ranking, divulgado nesta quarta-feira, 18. Curitiba e Ubiratã foram os municípios mais bem avaliados, com índice 0,77. Além deles, mais quatro municípios tiveram índices superiores a 0,75 e foram caracterizados como de gestão "muito efetiva": Arapongas, Pinhais, São Jorge do Ivaí e Ivaiporã.
A tabela abaixo mostra os 30 municípios mais bem avaliados nesta primeira edição do IEGM, que levou em conta dados declaratórios de 2016.
|
Nota |
Índice |
Sigla |
|
|
1 CURITIBA |
77 |
0,77 |
B+ |
|
2 UBIRATÃ |
77 |
0,77 |
B+ |
|
3 ARAPONGAS |
76 |
0,76 |
B+ |
|
4 PINHAIS |
76 |
0,76 |
B+ |
|
5 SÃO JORGE DO IVAÍ |
76 |
0,76 |
B+ |
|
6 IVAIPORÃ |
75 |
0,75 |
B+ |
|
7 CIANORTE |
74 |
0,74 |
B |
|
8 PONTA GROSSA |
74 |
0,74 |
B |
|
9 RENASCENÇA |
74 |
0,74 |
B |
|
10 CHOPINZINHO |
73 |
0,73 |
B |
|
11 ESPIGÃO ALTO DO IGUAÇU |
73 |
0,73 |
B |
|
12 MATINHOS |
73 |
0,73 |
B |
|
13 IBIPORÃ |
72 |
0,72 |
B |
|
14 JANDAIA DO SUL |
72 |
0,72 |
B |
|
15 JAPURÁ |
72 |
0,72 |
B |
|
16 MARIPÁ |
72 |
0,72 |
B |
|
17 CAMPINA GRANDE DO SUL |
71 |
0,71 |
B |
|
18 GUAPIRAMA |
71 |
0,71 |
B |
|
19 MARINGÁ |
71 |
0,71 |
B |
|
20 PALOTINA |
71 |
0,71 |
B |
|
21 TOLEDO |
71 |
0,71 |
B |
|
22 IMBITUVA |
70 |
0,7 |
B |
|
23 IVATUBA |
70 |
0,7 |
B |
|
24 MARMELEIRO |
70 |
0,7 |
B |
|
25 MIRADOR |
70 |
0,7 |
B |
|
26 QUATRO BARRAS |
70 |
0,7 |
B |
|
27 REALEZA |
70 |
0,7 |
B |
|
28 SANTA HELENA |
70 |
0,7 |
B |
|
29 SANTA TEREZINHA DE ITAIPU |
70 |
0,7 |
B |
|
30 SERRANÓPOLIS DO IGUAÇU |
70 |
0,7 |
B |
Fonte: Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR)
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